O que são as Interchange Fees? O motor invisível dos pagamentos

Sempre que um cliente paga com cartão, negociações rapidíssimas acontecem em segundo plano. No centro está a Interchange Fee: o pedágio incontornável do sistema bancário global. Veja o que é e porque a paga.

O que são as Interchange Fees e como afetam o seu negócio?

Os três intervenientes de uma transação

Para perceber a Interchange, é preciso saber quem está à mesa quando vende um par de sapatos por 100€:

1. O comerciante (você) e o seu banco adquirente (por exemplo, RoxPay).
2. A rede de cartões (Visa, Mastercard), que constrói os canais de comunicação.
3. O cliente e o seu banco emissor (por exemplo, um banco de retalho europeu), que adiantou os 100€.

A Interchange Fee é cobrada integralmente pelo banco emissor do cliente. Porque? Porque esse banco assumiu o risco de emitir um cartão de crédito e quer ser compensado por esse risco e pelos programas de benefícios.

Limites europeus: uma vantagem estratégica

Se gere um e-commerce que vende sobretudo na Europa, tem boas notícias.

Em 2015, a União Europeia aprovou o Regulamento das Taxas de Intercâmbio (IFR), que limita de forma rigorosa as comissões dos cartões de consumo. Se um cliente de Espanha compra na sua loja com um cartão de consumo standard, Visa e Mastercard não podem cobrar legalmente mais do que:
0,20% para cartões de débito.
0,30% para cartões de crédito.

Por isso aceitar cartões locais B2C na Europa é muito económico, desde que o seu processador lhe repasse essas poupanças (via preço IC++) em vez de as reter.

Quando é que as Interchange Fees ficam caras?

O limite europeu de 0,20% parece ideal, mas há uma ressalva importante. O limite não se aplica a três tipos de cartões:

1. Cartões empresariais ou corporativos: se um diretor paga com Amex corporativa ou Visa Business, o banco emissor pode cobrar o que quiser (muitas vezes entre 1,5% e 2,5%).
2. Cartões inter-regionais: se um turista dos EUA compra na sua loja com um cartão emitido nos EUA, a comissão dispara (frequentemente entre 1,15% e 2,90%).
3. Amex e Diners: esquemas de três partes estão em geral fora dos limites europeus.

Como proteger as suas margens

Não pode negociar as Interchange Fees, mas também não tem de ser refém delas.

Conheça o seu público: se 90% dos seus clientes são empresas B2B com cartões corporativos, uma tarifa combinada fixa (por exemplo 1,9%) pode sair mais barata do que IC++.
Promova métodos locais: se 2,5% num cartão extra-UE for demasiado, integre pagamentos conta-a-conta (Open Banking), iDEAL ou Bancontact - evitam os carris Interchange Visa/Mastercard e custam muitas vezes poucos cêntimos por transação.


Perguntas frequentes

Quem define as taxas de interchange?

São definidas e publicadas tecnicamente pelas redes (Visa, Mastercard). Porém essas redes não ficam normalmente com o valor: distribuem-no pelos bancos emissores para os incentivar a emitir mais cartões.

A RoxPay ou a Stripe conseguem baixar a minha interchange?

Nenhum processador no mundo pode negociar o Interchange. Quem garantir o contrário não está a ser transparente. Só pode reduzir-se o próprio markup adquirente, ou seja a margem de lucro sobre a interchange.

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